• Topázio Imperial: a gema associada ao Império

    O Topázio é um mineral que encanta os admiradores de gemas e joias há muitos séculos. Antigamente, todas as gemas com coloração amarelada, esverdeada ou marrom eram chamadas de Topázio. Até, aproximadamente, na década de 70 do século passado, digo, há uns 50 anos atrás, era comum chamarmos os Citrinos de Topázio Citrino. Já o Topázio propriamente dito era chamado de Topázio Precioso. Como a tecnologia, assim como a gemologia caminharam rapidamente nesses últimos anos, ficou acordado entre as grandes entidades gemológicas internacionais, a partir do início dos anos 80, que a denominação “Topázio” somente caberia àqueles minerais de composição química básica Al2 (F,OH)2 (SiO4) – flúor silicato de alumínio.  Suas cores podem variar entre o incolor, azulado e também passando pelos diversos tons de amarelo (golden) para atingir o tom alaranjado. A partir dessa tonalidade (alaranjado)  o mineral começa a ser mais raro e , consequentemente, mais valioso no mercado joalheiro. As tonalidades de alaranjado rosado (peach – pêssego) vão se impregnado de rosa até atingir o tom avermelhado (cherry) que são consideradas a melhor qualidade do Topázio Imperial e podem alcançar a cifras bem altas no mercado joalheiro internacional, dependendo do seu tamanho (peso), cor e pureza. O Topázio incolor não tem expressão no mercado joalheiro atual. Porém, nos meados do século XVII, na Europa e no Leste Europeu, onde as diferenças sociais eram bastante evidentes e cruéis, os menos afortunados não podiam se darem ao luxo de ostentar uma joia de diamante ou com qualquer outra pedra preciosa. Nesta época os artesãos populares confeccionavam peças com prata ou latão adornado por minúsculos fragmentos de minério de ferro lapidados como se fossem pequenas pedras preciosas que reluziam ao contraste da iluminação das tochas e candelabros. Essas são as conhecidas marcassitas, que até os dias atuais enfeitam as bijuterias espalhadas pelo mundo.  Já o Topázio incolor, por sua dureza 8 na escala de Mohs, ser mais alta do que a maioria das outras imitações de gemas, comparativamente, como o vidro por exemplo e, por este motivo serem mais duráveis e terem maior dificuldade de serem riscadas ou perderem seu brilho, os artesãos confeccionavam joias em prata ou até mesmo em ouro, adornados por pequenas safiras incolores e um Topázio incolor como pedra central, imitando o diamante. Temos um exemplo clássico da grande semelhança desta gema com o diamante, perante os olhos de profissionais pouco treinados, que é caso do Topázio Braganza. Esta é uma gema de 1640 quilates cravado em coroa portuguesa que se passou por ser um diamante de alta qualidade e valor, por muitos séculos. Hoje em dia, os incolores são utilizados, principalmente, na produção do Topázio Azul. Embora este mineral na cor azulada seja encontrado na natureza, uma vez que desenvolvido o método de coloração de gemas através da irradiação de raios gama (inofensivo aos humanos) onde o custo do processo é muito mais atrativo do que o investimento de risco para prospecção e extração dos naturais, os topázios incolores são irradiados em grande quantidade e se transformam em uma cor amarronzada que sequentemente é submetida ao processo de aquecimento e se torna azul. Dependendo da técnica e do tempo de exposição ao processo de irradiação, pode-se obter diversas tonalidades de azul onde o mercado os denomina de Sky Blue, Swiss Blue, London Blue e assim por diante. Reza a lenda que foi nos Urais, o local das primeiras jazidas de topázio, exauridas durante o período Czarista, que se aplicou a nomenclatura de Topázio Imperial. Dizem que um dos Czares que reinou durante o auge da extração de topázios daquela região, era fascinado pelas gemas de coloração que variassem entre o alaranjado e o rosado. Logo ele determinou que todas as gemas que fossem extraídas nessa gama de cor, deveriam ser entregues ao Império, sob pena de morte se não fosse obedecido. Assim correu a notícia de que os topázios de cores diferentes de incolor, azuis, esverdeados ou amarelados seriam topázios do Império ou, Topázios Imperiais. Conforme o tempo foi passando, a lenda foi se espalhando pelos 4 continentes e virou uma nomenclatura popular e automática onde os Topázios Imperiais eram os que variavam da coloração de amarelada à rosada. Hoje, as entidades gemológicas internacionais ainda debatem sobre a correta definição da coloração do Topázio Imperial. Uma corrente de gemólogos e produtores é favorável ao mito popular, onde todos os de tonalidades amarelado à rosados/avermelhados sejam classificados como Imperiais. Já outra corrente, mais ortodoxa, é inclinada a definir de Imperiais, apenas os de tonalidades alaranjadas à rosadas / avermelhadas, classificando os amarelados de Topázios Dourados ou Golden Topaz.  Embora esta pequena divergência de opiniões não pareça muito significativa para o mercado, já tem rendido inúmeras ações judiciais indenizatórias nos Estados Unidos e Europa,  onde os autores das respectivas ações alegam terem sido enganados pelas joalherias que lhes venderam joias adornadas com Topázios Dourados ao invés de Imperiais. Inclusive aqui no Brasil já houve mais do que uma ação com esta demanda. Acreditem se quiserem!!!! O Brasil é considerado como sendo o maior produtor de Topázio Imperial no Mundo. As nossas jazidas localizadas nas regiões de Ouro Preto (MG), Mariana e adjacências são fornecedoras dos mais belos e preciosos topázios de coloração variando entre o amarelado ao avermelhado, desde a época do Império (circa 1750). Com isso, de forma fantasiosa, os produtores brasileiros, desde o início do século XX, pregam que o título de Topázio Imperial de deu pelo fato deste mineral gema ser extraído apenas na cidade Imperial de Ouro Preto. Porém, existem nesta afirmação dois equívocos graves. O primeiro é que o Brasil não é o único produtor deste tipo de gema e sim, o principal ou talvez, o maior em escala comercial. Não podemos ignorar as regiões do Sri Lanka, de Burma e a Rússia como, também, produtores deste magnífico mineral. O segundo equívoco é que a cidade de Ouro Preto jamais ostentou o título de Cidade Imperial. Embora D. Pedro possuísse uma estância na região, o que rendeu o nome à cidade foi a grande presença de minério de ferro que, na época, era considerada tão importante para o desenvolvimento industrial que associaram o minério negro, de ferro, ao ouro.
  • Novo! Cursos online com André Leite

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    Fechamos o ano de 2020 com uma grande novidade. Diponibilizamos 3 cursos online para você, nesa primeira fase: Cursos Introdutório de Diamantes, Introdutório de Gemas Coloridas e Pérolas – O Tesouro do Oriente.
    Curso Online Introdutório de Diamantes

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    Você que é joalheiro, consultor ou designer de joias, já pode se especializar e começar fazer a diferença no seu segmento de atuação.  Para adquirir qualquer um deles, basta dar um click no botão “cursos online” na home. São 6 módulos especialmente preparados de forma lúdica, com muito conhecimento e dinamismo. Você contará também com questionários de acompanhamento no final de cada módulo para reforçar o aprendizado. Tudo isso, via plataforma Hotmart. O Curso Online Introdutório de Diamantes é um curso dinâmico que foi cuidadosamente elaborado para apresentar as principais características naturais deste magnífico mineral de uma maneira bastante lúdica para que todos possam admirar, entender e passar a ter uma visão analítica e realista sobre o mercado diamantífero. É recomendado para todo o público e, sem necessidade de conhecimento prévio sobre a matéria ou sobre qualquer outro tema acadêmico.
    Curso Online_Introdutório de Gemas Coloridas

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    Curso Online Introdutório de Gemas Coloridas. Também dividido em 6 módulos e acompanhados de questionários. Este curso online  de Gemas Coloridas é considerado a base de entendimento para todos e quaisquer outros que abordarem o tema “gemologia”. O aluno obterá esclarecimentos imprescindíveis para começar a entender as prerrogativas que norteiam este místico e magnifico mundo das pedras preciosas. É recomendado para todo o público sem necessidade de conhecimento prévio sobre a matéria ou sobre qualquer outro tema acadêmico. Os cursos online são ministrados pelo perito gemólogo André Leite, autor do livro A Estrutura Pericial do Mercado de Gemas e Joias (2014) e coautor do Diamantes e Suas Propriedades (2018), além de inúmeros cursos capacitadores voltados para o segmento gemológico e joalheiro desde 1992. André Leite começou a se interessar pelo mundo das pedras preciosas quando criança observando seu avô, Manoel Athayde de Carvalho, nos garimpos de diamantes em Estrela do Sul (MG) na década de 1960 e também, o trabalho laboratorial e pesquisa de seu pai, Walter Leite, considerado atualmente um dos mais capacitados e renomados gemólogos brasileiros perante as entidades internacionais do setor. Aprendendo com seu pai sobre as irrefutáveis e inesgotáveis informações que a gemologia proporciona, hoje faz parte da 3ª geração de gemólogos peritos e avaliadores de gemas e joias de reconhecimento internacional e reputação ilibada. Com formação acadêmica através do GIA (Gemological Institute of América) e aprimoramento em outras dezenas de instituições internacionais voltadas ao setor gemológico, hoje representa a empresa André Leite Assessoria & Consultoria Gemológica exercendo a profissão de consultor na área de gemologia além de perito judicial nesse mesmo segmento. Essa é uma grande oportunidade de aproveitamento e aquisição de conhecimento na área de Gemologia, com instrutor e conteúdo de 1a linha! Acompanhe por aqui, em nossos canais  – Instagram e Facebook Para adquirir o  Curso Online  Introdutório de Gemas Coloridas, CLIQUE AQUI! Para adquirir o  Curso Online  Introdutório de Diamantes, CLIQUE AQUI! Em breve novos cursos estarão disponíveis.  
  • As inúmeras faces do “Rubi”

    Rubis
    Quem nunca ouviu uma história sobre sheiks, califas, sultões, reis e rainhas que tinham em seu acervo poderosas joias adornadas por magníficos rubis? Desde antes do nascimento de Cristo, esta gema de cor vermelha apresentada em diversas nuances, acelerava corações dos representantes dos mais poderosos clãs do oriente. Por ser considerada uma das gemas mais raras e mais caras, dentre todas as outras, o rubi sempre despertou fascínio por aqueles que detinham grande poder econômico e político, independentemente de sua latitude ou longitude de origem ou raça. Devido a tal fato, contrapartida, também despertou interesse naqueles que tinham planos menos árduos e não muito ortodoxos de conseguirem uma situação financeira momentânea mais confortável. Temos notícias em diversas literaturas que o vidro, o espinel e a granada já eram utilizados durante a idade Média, para enganar os monarcas desprovidos de boa assessoria técnica (alquimistas) que pudessem diferenciar o rubi de outras pedras preciosas de cor similar. Devido a esta prática recorrente, os nobres somente adquiriam suas joias de artesãos de grande reputação ou sob recomendação de outros de sua confiança. Era uma espécie de garantia para não comprar “gato por lebre” e, da mesma forma, ter a cabeça daquele que o recomendou, próxima de sua guilhotina! Com o passar dos anos os dealers (comerciantes) e os artesãos foram se aprimorando na técnica de se garantirem na compra de pedras genuínas e assim, as imitações foram caindo em desuso. Até o momento em que – um dos mais importantes e dignos episódios de serem comentados na história da gemologia moderna – no final do século XIX, um francês – Auguste Verneuil – conseguiu a inédita façanha de criar o primeiro rubi em laboratório (sintético). Este fato chocou e confundiu a mente e os negócios daqueles que se sentiam capazes de separar o “joio do trigo”, até então. Foi uma verdadeira revolução e sensação de insegurança no mercado joalheiro internacional. Tal fato chegou a abalar os monarcas mais poderosos do Mundo, à época. Daí, desta insegurança, foi que a rainha Victória (Grã Bretanha – 1819 – 1901) intimou que fosse formada uma junta de alquimistas e experientes artesãos joalheiros para verificarem todo o acervo de joias da Coroa. Então surgiu o segundo episódio pitoresco da gemologia moderna – O Rubi Príncipe Negro” – que compunha a coroa da rainha, era na verdade um espinel vermelho. Um daqueles utilizados na Idade Média para ludibriar os nobres.
    Nuances de cores do Rubis

    Nuances de cores do Rubis

    Desta época em diante, tivemos uma evolução assombrosa no que diz respeito a metodologias de fabricação de rubis em laboratório (sintéticos) além de inúmeras técnicas de tratamento que podem mascarar a cor e a pureza das gemas e, principalmente, do rubi. Os laboratórios gemológicos de grande porte investem US$ milhões por ano em aparelhos de alta complexidade técnica, com o objetivo de tentarem identificar e poder separar os rubis genuínos dos sintéticos e também, daqueles que são impregnados de tratamentos para mascarar sua cor e pureza. Podemos dizer que as principais incidências de rubis estão localizadas em Myanmar (antiga Burma), Madagascar, Thailandia, Sri Lanka, Tanzânia e Moçambique. Embora existam outros países produtores, como o Brasil por exemplo, eles não se destacam em qualidade e quantidade suficiente para serem citados como produtores de rubis capazes de suprirem o mercado joalheiro local e, principalmente, o internacional. Os preços desta magnífica gema variam bastante de acordo com o tamanho, a intensidade de cor, o grau de pureza e, principalmente, se sofreu algum tipo de tratamento de calor para melhorar sua transparência. As não tratadas por calor atingem preços mais significativos. Dependendo do tamanho da gema, após lapidada, seu preço pode variar bastante. Gemas acima de 1ct (um quilate) podem variar entre US$ 800 à US$ 100,000 por quilate, dependendo da sua cor, pureza e origem.
    Rubis

    Rubi

    É muito comum encontrarmos ofertas de rubis de tamanhos expressivos com cor e pureza de chamar a atenção de qualquer mortal, por preços módicos. Como já mencionei lá no início, os rubis são gemas muito caras, quando naturais. Mas o público, devido ao não conhecimento dos fatos, se deixam enganar da mesma forma como os nobres foram enganados na idade Média. Por isso, vamos demonstrar algumas alterações que são produzidas nos rubis para barateá-los e transformá-los em “lindas” pedras capazes de atrair a atenção dos consumidores mais distraídos. Além dos sintéticos (produzidos em laboratório), denominados pelos comerciantes de “rubi fusion” que por razões óbvias (financeiras) se apresentam sob cor e brilho incontestáveis, também é muito comum encontrarmos em joalherias e no E-commerce, joias compostas por rubis com demasiado tratamento de preenchimento de fraturas com vidro vermelho. Este tipo de tratamento, não aceito pelo mercado de gemas, é denominado de lead glass filled, ou seja, preenchimento de fraturas através de vidro composto por óxido de chumbo. Através deste procedimento, podemos transformar um mineral desprovido de beleza natural (cor e pureza) em algo belo e chamativo, porém com o preço relativo a sua qualidade original, ou seja, insignificante. O perigo em adquirir rubis com este tipo de tratamento é que o sistema é muito instável quando submetido ao calor ou ácidos que, inevitavelmente, fazem parte do sistema produtivo da ourivesaria (fabricação de joias). A necessidade de uma simples solda ou um banho de ródio irá danificar, permanentemente, a pedra tratada.
    Rubis - Antes do calor

    Rubis – Antes do calor

     
    Rubis - Após do calor

    Rubis – Após do calor

    Atualmente, as entidades gemológicas internacionais renomadas que regulamentam as atividades gemológicas no Mundo, estão sugerindo que os laboratórios internacionais que emitem certificados de identificação de gemas, não denominar estas gemas que apresentam tratamentos de fraturas por lead glass filled, de rubis. Sugerem denomina-las em seus certificados gemolócicos ou de autenticidade de “Corindom Composto por Vidro” . Pelo simples fato delas não preencherem as prerrogativas de raridade e beleza natural que são essenciais nos minerais, para serem denominadas de gemas. Confira também o nosso artigo “Rubi“, já disponível aqui em nosso blog. Estamos preparando muito mais para você! Acompanhe nossas atualizações por aqui, e também pelo Facebook e Instagram. Você também pode deixar sua sugestão de temas para novos conteúdos, através dos comentários.
  • Nefrita, jade ou jadeíta?

    Nefrita, jade ou jadeíta?
    Existe no mercado de joias uma dúvida que costuma causar confusão na cabeça dos vendedores e, principalmente, dos clientes que procuram por peças de jade. Existem dois minerais bastante similares na aparência (cor, dureza e brilho), porém com suas composições químicas bem diferenciadas. A Jadeíta – NaAlSi2O6 ou Na(Al,Fe3+)SiO6 com dureza variando entre 6,5 – 7 que, apesar de mais dura do que a Nefrita, é mais fácil de ser esculpida e trabalhada. Devido a isso, é mais apreciada pelos artesãos orientais. Já a nefrita tem sua composição química Ca2(Mg,Fe)5Si8O22(OH)2 com dureza entre 6 – 6,5. Ela pode ser encontrada, naturalmente, nas cores azulada, azul esverdeado, verde mato, verde amarelado e incolor (leitoso).
    Nefrita, jade ou jadeíta?

    Nefrita, jade ou jadeíta?

    Já a Jadeíta, é também encontrada nas mesmas cores, além de púrpura, avermelhada, mostarda e acinzentada. Jade é a nomenclatura dada pelos orientais aos dois tipos de mineral, tanto a nefrita como a jadeíta e, é minerado e trabalhado na China desde a Idade da Pedra.
    Jade

    Jade

    O jade nefrita foi o primeiro desses materiais descobertos na China e era o jade tradicional usado e esculpido desde os tempos antigos. A nefrita era tão importante que os depósitos tradicionais na China estão quase esgotados. Há evidências de que a jadeíta , vindo principalmente da Birmânia, começou a ser comercializado na China em escala mais ampla, a partir do século XIV. Hoje, a maioria dos jades comercializados na China é da variedade jadeíta. Em locais pré-históricos, os artefatos de jade incluem ornamentos simples com formas de contas, botões e tubos. Também foi muito utilizado como ferramentas e armas. Ao passar do tempo, este mineral se tornou reverenciado com um significado especial para os chineses e ao longo da história foram usados para esculturas, decorações, cerimônias, móveis e joias para as famílias imperiais. Os membros mais ricos e influentes da sociedade seriam enterrados em trajes confeccionados com jade. Extremamente caro e levando anos para montar, o fio usado para unir as peças de jade seria ouro, prata, cobre, seda ou outros materiais, dependendo do status da pessoa enterrada. Por volta de 3.000 aC, o jade ficou conhecido como “yu” ou “joia real”.
    Tumbas do príncipe Liu Sheng e de sua esposa Dou Wan, da dinastia Han ocidental

    Tumbas do príncipe Liu Sheng e de sua esposa Dou Wan, da dinastia Han ocidental

    As primeiras descobertas arqueológicas desses tipos de trajes, foram das tumbas do príncipe Liu Sheng e de sua esposa Dou Wan, da dinastia Han ocidental, que consistiram em: 2498 peças de jade e aproximadamente 6 Kg de fios de ouro. O significado da pedra preciosa para a cultura chinesa não pode ser subestimado. Reinos inteiros na China iniciaram guerras por pedras particularmente preciosas. No entanto, o tradicional jade nefrita do país não é esquecido. A medalha de todos os atletas, nas Olimpíadas de Pequim de 2008, foi encaixada com um pedaço de jade puro, esculpido na natureza. A medalha de ouro apresentava uma forma rara de nefrite branca, conhecida como jade “gordura de carneiro”.

    Os cuidados necessários:

    Ao adquirir uma peça de jade, mesmo se for comprada na China, o consumidor deverá ter a mesma cautela que orientamos para a aquisição de qualquer gema de maior importância. Ou seja, peça um certificado de autenticidade da gema ou da peça e guarde a nota fiscal. Os truques e tratamentos que geralmente rondam as gemas mais caras oferecidas no mercado internacional, são inúmeras. No caso do jade, não é diferente. O tratamento mais sofisticado aplicado no jade de baixa qualidade, que apresenta manchas internas e / ou falhas estruturais é, coloca-lo imerso em um ácido poderoso (sulfúrico ou clorídrico) a fim de clarear a estrutura da superfície do jade e com ela, as manchas internas. Neste ponto, muitos especialistas dizem que o mineral não é mais o jadeíta jade. A pedra é então colocada em um agente neutralizante e logo após é impregnada com polímero da cor desejada através de uma centrífuga. A pedra é então inteiramente coberta com um revestimento duro e transparente, semelhante a plástico. Com o tempo, pode tornar o tratamento instável e muitas vezes descolorir. Em contraste com a renomada durabilidade do jade natural, ele pode se tornar tão frágil a ponto de fraturar com impacto mínimo.
    Nefrita, jade ou jadeíta?

    Nefrita, jade ou jadeíta?

    Mesmo os comerciantes especialistas neste tipo de gema, não podem ter certeza apenas se uma peça é ou não isenta de tratamento, sem o auxílio de tecnologia próprio. Os testes gemológicos padrão, nos leva a um cenário inconclusivo. Então, como ter certeza de que uma pedra é 100% natural ou não? Em 1990, o GIA (Instituto Gemológico da América) desenvolveu uma técnica que definitivamente, e de maneira não destrutiva, pode testar a presença de polímeros no interior de um jade: espectroscopia de infravermelho (FTIR). Os polímeros deixam um traço revelador no espectro infravermelho. Uma máquina chamada espectrômetro de infravermelho pode detectar esse traço com muita clareza. A primeira dica para se prevenir de uma surpresa desagradável é: – pergunte diretamente ao vendedor sobre a autenticidade da peça. Às vezes você pode ouvir uma resposta direta que irá ser bastante conclusiva para a sua decisão de comprar, ou não. Caso contrário, a melhor pista é analisar o preço pedido versus o valor real de mercado. Se é bom demais para ser verdade, desconfie. Seu valor é considerado de aproximadamente 5% a 10% do valor de seu equivalente de jade natural. Se busca mais informações e serviços relacionados a perícia técnica de gemas e joias fale com nossa equipe através do  e-mail  andreleite@gemsconsult.com.br pelo site www.gemsconsult.com.br ou tels (21) 2540 6659 e 36134350. Estamos preparando muito mais para você! Acompanhe nossas atualizações por aqui, e também pelo Facebook e Instagram. Você também pode deixar sua sugestão de temas para novos conteúdos, através dos comentários.
  • Margaret, Condessa de Snowdon

    Princesa Margaret_Tiara Triumph of Love
    Margaret e Rainha Elizabeth

    Margaret e Rainha Elizabeth

    Tiara (parure) composta por turquesas persas e diamantes, apelidada de “Triunfo do Amor” (Triumph of Love) devido a inúmeros acontecimentos que precederam a juventude e a vida amorosa da Condessa de Snowdon, foi umas das joias que a Princesa Margaret recebeu de presente de sua mãe, a monarca Elizabeth, pela comemoração de seu 21º aniversário em 1951.
    Princesa Margaret_Tiara Triumph of Love

    Tiara Triumph of Love

    Princesa Margaret_Tiara Triumph of Love

    Princesa Margaret_Tiara Triumph of Love

    Assim como este magnífico colar e brincos, também em turquesas persas, foram suas joias prediletas para brilhar em eventos oficiais que envolvessem a monarquia britânica durante o século XX. Ela passou a maior parte de sua infância ao lado da irmã, que se tornaria Rainha do Reino Unido, após a morte de seu pai George VI (que havia se tornado Rei pelo fato de seu irmão mais velho ter abdicado ao trono para casar-se com a Duquesa de Windsor).
    Broche de Safiras do Ceilão e Diamantes_Margaret_Condessa de Snowdon

    Broche de Safiras do Ceilão e Diamantes_Margaret_Condessa de Snowdon

    Margaret embora intensa em seus envolvimentos amorosos e fascinada por festas e shows, era uma mulher discreta em suas indumentárias e suas joias eram, vistas na época, como minimalistas. Em seu acervo, dentre outras tiaras e um relógio Faberge que atingiu a cifra de US$ 1.60 milhões, havia um broche (foto) confeccionado pela Faberge, composto por safiras do Ceilão e diamantes, que havia recebido de presente de sua mãe, Rainha Mary, em 1946, cuja dedicatória acompanhou a peça durante o leilão agregando-lhe alto valor de arremate. Após o seu falecimento em 2002, suas joias foram leiloadas a fim de angariar fundos para pagamento dos impostos post mortem. Porém, existem indícios que a magnífica tiara Triumph of Love foi preservada e talvez ainda faça parte do acervo de joias da família. Estamos preparando mais novidades, curiosidades e conteúdos exclusivos para você. Nos acompanhe por aqui, e estamos também no Facebook e Instagram. Você também pode deixar sua sugestão de temas para novos conteúdos, basta deixar em nossos comentários.
  • Duquesa de Windsor (1896 – 1986) – Suas joias e histórias

    Duquesa de Windsor _ Suas joias e histórias
    No meio joalheiro é recorrente o comentário de que seria muito difícil comparar o acervo de joias da Duquesa de Windsor com qualquer outro, pelo fato de sua larga maioria ter tido a influência do design e na escolha da qualidade das pedras, direta do Rei Eduardo VIII, seu futuro marido. A história do relacionamento entre o Rei Eduardo VIII com a americana recém divorciada Wallis Warfield Simpson , é um dos mais românticos, controversos e corajosos mencionados pelo jet set internacional nos últimos tempos. Obviamente, levando em consideração os costumes e os fortes preconceitos praticados na época (1830/40). Suas joias foram oferecidas em leilão promovido pela Sotheby’s de Geneva, em abril de 1987, aproximadamente um ano após sua morte. A data escolhida foi intencional pelo fato de tentar preservar nas peças ofertadas, a lembrança ainda fresca do alto padrão e influência social do estilo de vida dos Windsor. Todos os que arremataram suas joias declararam que estavam levando consigo uma lembrança de uma espécie de conto de fadas. Aguarde, que em breve em nossas próximas postagens traremos algumas das mais importantes joias da Duquesa e suas histórias.
    Broche Duquesa de Windsor_Suas Joias e histórias

    Broche Duquesa de Windsor_Suas Joias e histórias

    Ao lado temos o Broche com monograma com as iniciais de Wallis & Edward preenchidos por esmeraldas. Joia confeccionada com diamantes, esmeraldas e rubis, pela Cartier (1957), comemorando o 20º aniversário de casamento dos Windsor. Acompanhe também nossos conteúdos exclusivos distribuídos aqui em nosso BlogFacebook e Instagram. Você também pode deixar sua sugestão de temas para novos conteúdos, através dos comentários.
  • Rubi

    Rubi Timur
    É a pedra da energia criativa. Símbolo do amor e da paixão incondicional. Dedicado aos aspectos mais elevados do “Eu”, o rubi reforça a confiança, aumenta a flexibilidade, a vitalidade e o poder de liderança. Também evoca inspiração e prosperidade. Talvez por estas propriedades místicas que o homem lhe conferiu durante séculos a representação das profissões de advogado, bombeiro, oficial de justiça e jornalista. O rubi pertence a uma família de mineral denominado de coríndom (corundum – em inglês) cuja fórmula básica é Al2O3 – óxido de alumínio. Este mineral, coríndom, é encontrado na natureza em todas as cores e tonalidades do spectro. Quando ele mostra a sua cor vermelha é denominado de rubi. Nas outras cores, é denominado de safira. Safira rosa, azul, violácea, amarela, verde e assim por adiante. O nome rubi advém do latim – ruber – que significa vermelho. Então… rubis e safiras são, praticamente, irmãos. O que os diferencia entre si, basicamente, são apenas as suas cores, que são influenciadas por traços de elementos químicos impregnados durante seu crescimento. No caso do rubi, o cromo e o ferro.
    Rubis

    Rubis

    Considerada uma das gemas mais importantes na história da gemologia, seus primeiros registros da mineração datam de, ao menos, 2.500 anos atrás, no Sri Lanka, antigo Ceilão. No entanto, ferramentas pré-históricas encontradas perto das áreas de mineração da Birmânia, também Myanmar, sugerem que o fascínio do homem pelos rubis antecede há 5.000 anos. (mais…)
  • Joias ou Semijoias

    Van Cleef & Arpels.png
    A indústria joalheira internacional, principalmente a americana que arrebata, aproximadamente, 45% do comercio de gemas e joias do mundo, sempre teve a preocupação em equilibrar e incentivar o mercado em todos os níveis de poder aquisitivo. É uma questão de ótica empreendedora onde o objetivo é agregar o maior número possível de fomentadores de produtos de um mesmo segmento. Os economistas justificam essa estratégia afirmando que além de gerar mais empregos e, consequentemente, mais fluxo financeiro na economia local, oferecem também a chance de diferentes classes sociais se beneficiarem de produtos de aparências similares, porém com baixo custo.
    Joias ou Semijoias

    Joias ou Semijoias

    Em cima deste conceito, durante a década de 80, o mercado joalheiro americano voltado para classes C e D, desenvolveu produtos com design arrojados, confeccionados em ouro 14K através do sistema automatizado (fundição) compostos por gemas sintéticas, que foram denominados de semijoias. Nada mais era do que um produto “híbrido” com grande valor percebido, devido a sua beleza e confeccionado em ouro, embora de baixo teor, porém com preços esvaziados pelas gemas sintéticas que as compunham. O referencial de padrão tomado por esta nova concepção de “joias” era o acervo exibido pelas grandes joalherias através de suas revistas e folhetins promocionais. Ou seja, todos os modelos de joias que agradassem a maioria do público mais elitizado eram, imediatamente, copiados e fabricados com as gemas sintéticas. No caso dos diamantes, eram utilizadas as zircônias cúbicas que haviam chegado ao mercado recentemente e com grande força na imitação do diamante. As sínteses de rubis, safiras e esmeraldas mais elaboradas e, consequentemente, mais difíceis de serem detectadas por profissionais com pouca experiência gemológica, eram cuidadosamente lapidadas nas dimensões e formas que imitavam as lindas e caríssimas joias expostas nas vitrinas das grandes joalherias como Van Cleef, Tifany’s , Harry Winston e outras de grande repercussão no high Society americano. Uma joia original oferecida por US$ 30,000 em joalherias renomadas, poderiam ter suas réplicas produzidas como semijoia oferecidas em lojas de departamento por, aproximadamente, US$ 700. Este movimento estabeleceu um novo patamar de produto que substituiria, em termos, o mercado de bijuterias finas, que teve sua época de glória nos anos Pós Guerra. Paris, na década de 60/70, foi o espelho da moda e formadora de opinião no mercado de luxo e, consequentemente, era a maior produtora e exportadora de bijuterias finas que eram distribuídas para todos os magazins de todos os continentes, tais como a Sears, Bloomingdales, Galeries Lafayette, Mappin, Casa Sloper, dentre outras. Já na década de 80/90, as bijuterias se tornaram ainda mais baratas para que pudessem atrair o público que não tinha condições de arcar com os preços das semijoias. Como foi mencionado no início desta matéria, há clientes para todos os tipos de mercadorias envolvendo o mesmo segmento.
    Van Cleef & Arpels

    Van Cleef & Arpels

    Alguns joalheiros são críticos quanto a copiar joias de grifes consagradas e reproduzi-las em massa, confeccionadas com matérias primas “não preciosas”, a fim de suprir uma demanda popular de classes excluídas do mundo do mercado de luxo. Dizem que joias devem ser adquiridas e vestidas por aqueles que possam arcar com seus custos e exibi-las no tapete rubro do jet-set de sua sociedade local. Já outros, concordam e incentivam a reprodução alegando que quando o mercado popular se interessa por um determinado design e é lançado em forma de “genérico”, significa a real consagração do sucesso do produto. Logicamente que este tema é muito polêmico e de conclusão improvável. Mas e você o que acha? Se você fosse o dono ou o designer de uma joia – como esta da foto acima da Van Cleef & Arpels – se importaria se o seu produto fosse copiado e comercializado nos mercados de classe C e D espalhados pelo mundo? Não precisa responder de imediato. Pense a respeito, reflita e converse com uma pessoa próxima e escute sua opinião! Se busca mais informações e serviços relacionados a perícia técnica de gemas e joias fale com nossa equipe através do  e-mail  andreleite@gemsconsult.com.br pelo site www.gemsconsult.com.br ou tels (21) 2540 6659 e 36134350.
  • Décadas de 50, 60 e 70: Trinta anos de glória e elegância das Ametistas brasileiras

    Os intitulados “Anos Dourados” que surgiram durante a reconstrução econômica dos países destroçados pela II Guerra, no início da década de 50, não resistiu a pujança dos dominantes da economia mundial e sucumbiu nos meados dos anos 70. Porém, nos bastidores da moda e do jet set internacional ainda persistia a ternura, o glamour e a irreverência protagonizada pelos grandes nomes do cinema, da televisão e do high Society Americano. Durante esta fase de estase econômico e cultural (1948 – 1975) o mundo teve o prazer de poder apreciar inúmeros eventos culturais que contribuiriam para mudar os rumos da moda e dos costumes das futuras grandes Maisons e Joalherias das principais metrópoles do ocidente. Os diamantes, cujo mercado era controlado pela De Beers, já exercia seu fascínio centenário sobre as grandes damas do cenário internacional (Diamond is Forever!), assim como as esmeraldas, os rubis e as safiras. Porém, no final da década de 40 (1947) a La Maison Cartier, dando continuidade aos projetos de seu recém falecido presidente Louis Cartier, que tinha uma pequena queda por algumas gemas coloridas de 2ª linha como água-marinha, ametista e turquesa, confeccionou um exuberante colar e brincos para a Duquesa de Windsor compostas por 158 quilates de ametistas brasileiras coradas, turquesas e diamantes. A Duquesa era uma das figuras mais requisitadas nos salões do high Society, devido a sua história com o Rei Eduardo VII que abdicou ao trono da Inglaterra para casar-se com sua verdadeira paixão Wallis Warfield Simpson, que se tornaria a Duquesa de Windsor e ele, Duque de Windsor. (mais…)
  • Turmalina Paraíba

    Turmalina Paraíba
    No início dos anos 2000, começou a circular no mundo das grandes joalherias umas das gemas mais raras do Mundo: a Turmalina Paraíba. Depois de alguns anos, também descoberta na Nigéria e Moçambique passou a ser chamada, apenas, de Paraíba. A Paraíba é uma derivação da turmalina. A principal diferença dela para as outras turmalinas é que em sua fórmula química tem a presença de cobre ou manganês. Esses elementos são os responsáveis por esta cor viva ou neon.
    Turmalina Paraíba

    Turmalina Paraíba

    Através de uma grande campanha de divulgação, principalmente, nos eventos internacionais e na mídia voltada para os excêntricos colecionadores de gemas raras, as Paraíbas se tornaram o frisson das grandes joalherias. As minas de S.J. da Batalha no Estado da Paraíba e a de Parelhas, no Rio Grande do Norte, estavam “bombando” entre 2005 e 2010. A crise internacional de 2008 passou longe de ameaçar as pretensões da burguesia em possuir uma Paraíba brasileira. Seus preços ascenderam de forma meteórica após o mercado obter a certeza de que a qualidade das Paraíbas africanas não fazia frente às brasileiras, consideradas como excepcionais, no quesito “cor”. A diferença dos valores cobrados entre as brasileiras e as africanas pode chegar a 300%, se comparadas com o mesmo tamanho, cor e pureza. As brasileiras de qualidade excepcionais, mais conhecidas como Heitoritas, chegam a ser comercializadas a valores próximos dos 7 dígitos. O sucesso das Paraíbas como desejos de consumo da classe A+, rotulou esta mercadoria como termômetro na demonstração de poder econômico e posição social. Mas o que o público consumidor ainda não foi informado pelos comerciantes foi sobre os fatores que determinam a variação do preço desta gema, tal como a origem (brasileira ou africana), a cor e suas tonalidades, o tamanho e a pureza. Não é ter uma Paraíba no pescoço, dedo ou orelhas que irá incluir o usuário no Hall of Fame dos poderosos da sociedade brasileira. Para tal, a gema deve apresentar qualidade explícita!
    Turmalina Paraíba

    Photographed from the GIA Collection for the CIBJO project from the Dr. Eduard J. Gubelin Collection. Collection# 33379, 2.59 ct turquoise blue triangle cut Paraíba tourmaline; Collection# 33382, 3.28 ct electric blue drop cut Paraíba tourmaline; and Collection# 33378, 3.68 ct green pear cut Paraíba tourmaline.

    A grande demanda trouxe também para o mercado as opções dos “genéricos”, para satisfazer o sonho de consumo daqueles menos abastados. As Apatitas nas cores verdes e azul neon, além das turmalinas azuladas sem a presença de cobre, são comercializadas montadas em joias de ouro, idealizadas por designers, a preços bem mais modestos. Uma vez montadas em joias de alto padrão, tais imitações passam por Paraíbas aos olhos de comerciantes e gemólogos pouco experientes. Por este simples motivo é que recomendados que uma Paraíba, independente de sua qualidade ou origem, deve sempre estar acompanhada do Certificado de Autenticidade. A finalidade do certificado é para se assegurar de que, realmente, adquiriu uma gema rara e que sua qualidade preencheu as suas expectativas no quesito preço, pelo qual pagou. Esse documento irá fazer a diferença no futuro caso tal peça tenha que ser, um dia, analisada como “reserva de valor”. Uma Turmalina Paraíba de alta qualidade é mais rara do que um diamante incolor, se levarmos em conta a quantidade ofertada no mercado e o material ínsito (em depósitos geológicos ainda não extraídos). Considerando o fato de que as principais minas da região de Salgadinho (PB) e Parelhas (RN) estão, praticamente, exauridas, os preços tendem a galgar um patamar mais elevado quando se tratar de Paraíbas de origem brasileiras e de qualidade excepcional. Venha aprender um pouquinho mais sobre este fascinante segmento Identificação e Avaliação de Diamantes (recomendado para todo público) Como Adquirir Joias e Gemas com Segurança (para todo público) Esses e outros cursos você encontra aqui em nosso site na área de Cursos. Conheça! Acompanhe também nossos conteúdos exclusivos distribuídos aqui em nosso BlogFacebook e Instagram. Você também pode deixar sua sugestão de temas para novos conteúdos, através dos comentários.